sexta-feira, 15 de julho de 2016

A cultura do estupro no Brasil

A cultura do estupro no Brasil



 Podemos ver claramente como a cultura do estupro está viva, todos concordam que o estupro é um dos piores crimes que existem, mesmo assim a maioria dos agressores estão soltos, a maioria das vítimas se omitem, se sentem culpadas, sentem vergonha e até medo, pois muitas delas são ameaçadas, por isso, poucos casos são denunciados.


Na maioria dos casos as vítimas são vistas como culpadas, em vez de apoiá-las e as ajudarem a enfrentar essa dificuldade, as pessoas as culpam fazendo assim com que as vítimas passem a se sentirem culpadas, são frases como “alguma coisa elas fizeram para merecer isso”, que são ditas, a sociedade ainda leva em conta, a maneira como a vítima estava vestida, até sua vida e hábitos, se a vítima estiver com uma roupa considerada provocante, beber, andar com várias pessoas e chegar tarde em casa, também é motivo de estupro, infelizmente é assim que as pessoas vêem as vítimas.


Diversas das vezes, a violência contra as mulheres, está sendo tão normalizada que acaba sendo chamada “a cultura do estupro”, as vítimas são violentadas, por tentarem reagir e não aceitar o abuso, muitas delas acabam pagando com a própria vida, o agressor ver a mulher como um objeto sexual somente para satisfazer suas vontades, o estupro se refere a uma relação de poder onde o homem mantêm a mulher num estado de medo.


Consideramos que todas as mulheres já passaram por algum ato de abuso, como uma cantada que recebe na rua, num transporte público com homens se encostando, e até em um relacionamento quando não se sabe aceitar um “não”, os atos de agressão estão por todo lado, seja essa agressão doméstica, física ou verbal, é muito ruim saber que algumas mulheres tem medo de usar shorts e sair na rua, pois se sentem ameaçadas pelo estupro.


As mulheres acabam perdendo a vontade de ir a lugares públicos, que é o foco principal dos estupros, elas acabam ficando com trauma da situação, sentimentos que todas as mulheres que passaram por esse momento, carrega, não podemos esquecer que boa parte das mulheres sofrem de estupros por companheiros, familiares e conhecidos, as vezes o estupro e as violências ocorrem dentro de casa.


Recentemente, vimos no jornal o caso do estupro coletivo, onde uma menina de 16 anos foi estuprada por 33 homens, provavelmente incluindo o namorado dela, além de cometerem o crime, os agressores ainda divulgaram fotos e vídeos da vítima desacordada na internet, só por isso o caso ficou conhecido, pois a vítima assumiu que não iria contar nada, além dela ter sido violentada ela foi ameaçada por várias pessoas e culpada principalmente na internet, como: “Parece que tava drogada...”, “Também com essas roupas”, “16 anos, mas já tem filho...”, “Mereceu!”, essas foram algumas das frases que realmente foram ditas pelas pessoas.


Sabemos que o estupro além de ser um crime violento, ele também é um acontecimento traumático, pois para as vítimas é algo que afeta tanto o seu psicológico quanto físico, e isso pode trazer grandes conseqüências as vítimas, pois muitas delas ficam com traumas, medo de se relacionar, desconfiança e vergonha, realmente deve ser muito difícil passar por uma situação do tipo, mas as vítimas devem enfrentar e principalmente lembrar que ela não teve culpa, que isso infelizmente é por conta de que ainda existem homens que não as respeitam e pensam que podem e devem fazer o que quiser com uma mulher.


Enfim, houve um vídeo que a apresentadora Eliana criou junto com várias mulheres, que se tratava sobre esse assunto, o vídeo informa e mostra vários casos de estupros onde algumas pessoas que estão no vídeo passaram por esse transtorno, é bem interessante, e observamos que os abusos aconteceram por pessoas desconhecidas pelas vítimas e também por familiares, o vídeo realmente serve como exemplo para as pessoas que culpam as vítimas, que pensam que elas de alguma forma tem culpa, pois no vídeo elas deixam bem claro que: “A culpa nunca é da vítima”.


Alunos: Ana Caroline, Milena, Laísa, Jeiseane, Poliana, Renan, Amós, Luane

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